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Corpo de Bombeiros Militar resgata animais em local de risco neste início do ano

04/01/2021 - 17:00
CBMMT

O CBMMT foi acionado na madrugada desta segunda-feira (04/01/2020) por volta das 00h20, através do Núcleo Bombeiro Militar de Alto Araguaia, via telefone fixo, para atender uma ocorrência de animal em local de risco (em via pública), na Rua 11, Bairro Jd Aeroporto. No local a equipe verificou que se tratava de um tamanduá bandeira, realizou o resgate do animal com a ferramenta cambão e logo após soltou o animal em seu habitat natural, visto que o mesmo aparentava estar saudável e sem ferimentos. 

 

Na última sexta-feira (01/01/2021), às 13h26, a 11ª CIBM (Companhia Independente Bombeiro Militar) - Campo Verde, foi acionada via 193 para atender a um animal em local de risco, na Av. Santa Tereza, Bairro Jupiara, em frente ao Supermercado Maccari. Chegando ao local foi encontrada uma arara-canindé, aos cuidados da solicitante. Segundo informações colhidas, a ave não pertencia a ela, apenas havia aparecido em sua casa.

O animal muito dócil não apresentava lesões nem aparentava estar doente e socializava muito bem com pessoas, aparentando ter sido domesticado. Por ser relativamente fácil para domesticar, a arara-canindé é muitas vezes procurada para ser criada como animal de estimação. O tráfico de animais silvestres é crime e contribui para a extinção de espécies uma vez que o animal ainda filhote e retirado do ninho e afastado dos seus, dificultando a sobrevivência sem a atenção dos pais (muitos filhotes morrem no transporte).

Há, no entanto, criadouros autorizados pelo Ibama, que ajudam na continuação da espécie, já que a ave nasce em cativeiro e recebe cuidados de seus pais e de pessoas.

A ave foi trazida para a base da 11ªCIBM e permaneceu aos cuidados dos Bombeiros Militares sendo alimentada com frutas durante todo o feriado e final de semana, tendo sido encaminhada a um veterinário na segunda-feira, dia 04, para avaliação médica e posterior encaminhamento para um zoológico.

O animal não conseguia voar para adquirir alimentos diretamente da copa das árvores e depende de ser alimentada por pessoas. Por ser muito dócil, seria alvo de predadores também. Tais motivos contribuíram na decisão de não soltá-la na natureza apesar de estar bem de saúde e não apresentar ferimentos.

Durante os dias em que esteve no Quartel da 11ªCIBM, o dono da arara não procurou a companhia para apresentar certificado de origem, nota fiscal e marca do criadouro onde a arara-canindé nasceu, o que sugere que ela não tenha registro e estivesse sendo criada ilegalmente.

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